17.2.11

MMA/CEF investirão 2,6 milhões em conceito desenvolvido pela equipe da Nave Terra

Em 2004, Ronaldo Weigand Jr., atual diretor da Nave Terra, era coordenador do Programa Áreas Protegidas da Amazônia - ARPA no Ministério do Meio Ambiente (MMA), e criou o conceito de desenvolvimento territorial com base conservacionista (DTBC). A idéia era integrar as áreas protegidas ao desenvolvimento socioeconômico tornando-as a base para as atividades econômicas de um território.


Ronaldo mobilizou o Fundo Nacional do Meio Ambiente - FNMA para criar um edital para financiar a elaboração de planos de DTBC em todo o País. A então diretoria de Áreas Protegidas do MMA propôs aliar o DTBC com a formação de mosaicos de APs, e a primeira fase do processo incluiria os planos e a formalização dos mosaicos. Foi lá que Ronaldo conheceu uma das sócias da Nave Terra, Daniela Oliveira, que na época era do FNMA. Então, pode-se dizer que a Nave Terra nasceu ali também! Também foram fundamentais os apoios da Rose Araújo, do FNMA e da Cristine Viana, consultora de GTZ, e do Gustavo Wachtel, também da GTZ, que sempre nos apoiava nessas inovações, e ainda Maurício Mercadante e Iara Vasco (da DAP/MMA, na época), e outros colegas do MMA e Ibama (hoje ICMBio) (desculpem mas o espaço é pequeno). O edital saiu em 2005, com R$ 4 milhões para os planos de DTBC de todo o país.

O poder das idéias

Passaram-se 6 anos, e alguns dos projetos financiados pelo edital de 2005 amadureceram. Veja a seguir o trecho da matéria do MMA que mostra o DTBC em fase de implementação no Mosaico Grande Sertão Veredas - Peruaçu, com R$ 2,6 milhões para projetos propostos pelo plano de DTBC:
Sustentabilidade no Cerrado de Guimarães Rosa
Divulgação
Foto Sustentabilidade no Cerrado de Guimarães Rosa
Termina na sexta-feira, 18, o prazo de inscrição para instituições interessadas em executar o Plano de Sustentabilidade do Mosaico Sertão Veredas-Peruaçu. Serão destinados R$ 2,6 milhões que vão beneficiar 23 comunidades em 11 municípios
16/02/2011
Paulenir Constâncio
Uma das regiões mais belas e ricas em biodiversidade do Cerrado, entre o norte de Minas Gerais e o sudeste da Bahia, o Mosaico Sertão Veredas-Peruaçu vai receber investimentos de R$ 2,6 milhões para a geração de renda com sustentabilidade. Serão beneficiadas 23 comunidades tradicionais com projetos de extrativismo vegetal e turismo ecocultural em 11 municípios no médio São Francisco. Os recursos são do Fundo Socioambiental da CAIXA para o incentivo à atividade econômica sustentável e à redução do desmatamento no bioma.
Termina nesta sexta-feira (18/2) o prazo para a chamada de dois projetos de execução do Plano de Desenvolvimento Territorial de Base Conservacionista, pronto desde o ano passado e aprovado pelo Fundo Nacional do Meio Ambiente. A meta é agregar valor e ampliar o mercado de nove culturas vegetais extrativistas locais e financiar a construção de pousadas comunitárias para o desenvolvimento do turismo sustentável e cultural na região.
A inovação no processo é que as instituições selecionadas vão executar um plano que já está pronto e traz um diagnóstico completo da situação socioambiental na região. Ele foi elaborado pela Fundação Pró-Natureza (Funatura), uma das ONGs representantes da região Centro-Oeste no Conselho Nacional do Meio Ambiente e com atuação no Parque Nacional Grande Sertão Veredas desde a criação dessa unidade de conservação.

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