O Ministério do Meio Ambiente divulga Edital de Chamamento para apresentação de propostas para projetos relativos à ação de “Fortalecimento da Gestão Florestal Estadual para Implementação do Programa Mais Ambiente”. O objetivo do Edital é a seleção de propostas de governos estaduais que possibilitem a implementação do Programa Mais Ambiente e do Sistema de Cadastro Ambiental Rural – SiCAR.
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Como acompanhar o Orçamento da União em temas socioambientais
Para quem acha que os recursos do governo federal são uma caixa preta, saiba que têm havido avanços importantes em relação à transparência desses recursos. Um deles é o SIGA Brasil, que é um sistema de informações sobre as leis orçamentárias que reúne diversas bases de dados (como SIAFI, SIDOR e SELOR) e as coloca à disposição da sociedade para acesso direto e facilitado.
Por exemplo, a Nave Terra está desenvolvendo uma análise desses orçamentos para as terras indígenas, num esforço de estimar a disponibilidade atual de recursos para a implementação da Política Nacional de Gestão Ambiental e Territorial em Terras Indígenas (PNGATI).
Uma coisa que facilita é que o serviço disponibilizado pelo Senado apresenta ainda a possibilidade de consultar o orçamento de acordo com temas (clique nos links a seguir):
sexta-feira, 4 de maio de 2012
O que é Diagnóstico Rural Participativo - DRP
Por Ronaldo Weigand Jr.
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| Mapa participativo em elaboração pelas mulheres da comunidade do Porto de Trás, em Itacaré, BA. |
O Diagnóstico Rural Participativo (DRP) é uma família de métodos e abordagens que surgiu nos anos 1990 para apoiar os trabalhos de desenvolvimento rural e desenvolvimento comunitário nos países em desenvolvimento. Flexível, participativo, baseado no trabalho em grupo e em jogos visuais que ajudam as comunidades ou grupos a elucidar seus problemas, o DRP surgiu a partir da prática do Diagnóstico Rural Rápido – DRR, criado e aperfeiçoado no final dos anos 70 e durante a década de 1980. O DRR partiu de uma crítica ao trabalho de desenvolvimento rural até então desenvolvido, que privilegiava os produtores mais prósperos, localizados próximos às cidades ou às estradas pavimentadas, normalmente consultando só os homens. Os produtores mais carentes e amplos setores da população rural, como as mulheres, ficavam excluídas.
Assim, o DRR foi uma estratégia criada para coletar dados desses setores, subsidiando a tomada de decisão e a elaboração de propostas de desenvolvimento mais adequadas. Já o DRP surgiu nos anos 90 com um propósito bem diferente. Tem sua base na pesquisa-ação, e a proposta de capacitar as comunidades para a mudança de sua realidade, buscando melhores condições de vida. No DRP, o cliente principal das informações geradas pela pesquisa é a própria comunidade. “Significa reconhecer as pessoas locais – tanto homens como mulheres – como analistas, planejadores e organizadores ativos” (Chambers & Guijt, 1995).
O DRP pode ser aplicado em áreas urbanas ou rurais. Os "jogos" ou "ferramentas participativas" envolvem mapas participativos, desenhos de transectos, diagramas históricos, diagramas institucionais, calendários sazonais, entre outros.
Para saber mais sobre o DRP, seus usos e como ele pode apoiar a sua ação nas comunidades, entre em contato com a Nave Terra, clicando aqui.
Referências: Chambers, R. & Guijt, I. DRP: después de cinco años, ¿en qué estamos ahora? Bosques, Arboles y Comunidades Rurales, 26, dez 1995. pp. 4-15.
Referências: Chambers, R. & Guijt, I. DRP: después de cinco años, ¿en qué estamos ahora? Bosques, Arboles y Comunidades Rurales, 26, dez 1995. pp. 4-15.
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